Velocidade não é detalhe técnico. Cada segundo a mais de espera no celular é gente desistindo antes de ver a sua proposta, e o Google leva isso em conta ao decidir quem aparece primeiro na busca.
A boa notícia: a maior parte da lentidão vem de poucos culpados, e dá para identificá-los sem ser desenvolvedor.
Meça antes de mexer
Abra o PageSpeed Insights, cole o endereço da sua página inicial e veja o resultado da aba “Celular”. Anote dois números: o tempo até o maior elemento aparecer (LCP) e a nota geral. Eles serão a sua referência para saber se as mudanças funcionaram.
Depois, faça o teste humano: abra o site no seu celular, fora do Wi-Fi, e conte quanto tempo leva até você conseguir ler o título e tocar no botão.
Os culpados de sempre
- Imagens pesadas: fotos enviadas direto da câmera, com vários megabytes, em vez de versões otimizadas em WebP.
- Vídeos de fundo: bonitos no desktop, caros no 4G.
- Scripts de terceiros: chats, pixels e widgets que carregam antes do conteúdo.
- Fontes demais: várias famílias e pesos carregados sem necessidade.
O visitante não vê o seu código. Ele vê a tela em branco enquanto espera.
O que resolver primeiro
Comece pelas imagens da primeira dobra: é o que mais pesa no tempo que o visitante percebe. Em seguida, revise o que carrega em todas as páginas, como chats e ferramentas de marketing que ninguém usa mais. Só depois vale olhar para ajustes mais técnicos de servidor e cache.
Checklist de velocidade
- Nenhuma imagem da página inicial passa de 300 KB.
- As imagens estão em WebP ou AVIF e no tamanho em que aparecem.
- Não há vídeo de fundo na versão para celular.
- Scripts de terceiros foram revisados e os desnecessários removidos.
- O site usa no máximo duas famílias de fonte.
Todo site da NOP é entregue com imagens otimizadas e código enxuto. Se o seu está lento, a gente pode olhar com você.